terça-feira, 30 de outubro de 2007

CONSCIÊNTIZAÇÃO

Postado pela Aluna: CAROLINE MARTINS PEREIRA

CARTA ABERTA DE ARTISTAS BRASILEIROS SOBRE A DEVASTAÇÃO DA AMAZÔNIA
Acabamos de comemorar o menor desmatamento da Floresta Amazônica dos últimos três anos: 17 mil quilômetros quadrados. É quase a metade da Holanda. Da área total já desmatamos 16%, o equivalente a duas vezes a Alemanha e três Estados de São Paulo. Não há motivo para comemorações. A Amazônia não é o pulmão do mundo, mas presta serviços ambientais importantíssimos ao Brasil e ao Planeta. Essa vastidão verde que se estende por mais de cinco milhões de quilômetros quadrados é um lençol térmico engendrado pela natureza para que os raios solares não atinjam o solo, propiciando a vida da mais exuberante floresta da terra e auxiliando na regulação da temperatura do Planeta.
Depois de tombada na sua pujança, estuprada por madeireiros sem escrúpulos, ateiam fogo às suas vestes de esmeralda abrindo passagem aos forasteiros que a humilham ao semear capim e soja nas cinzas de castanheiras centenárias. Apesar do extraordinário esforço de implantarmos unidades de conservação como alternativas de desenvolvimento sustentável, a devastação continua. Mesmo depois do sangue de Chico Mendes ter selado o pacto de harmonia homem/natureza, entre seringueiros e indígenas, mesmo depois da aliança dos povos da floresta “pelo direito de manter nossas florestas em pé, porque delas dependemos para viver”, mesmo depois de inúmeras sagas cheias de heroísmo, morte e paixão pela Amazônia, a devastação continua.
Como no passado, enxergamos a Floresta como um obstáculo ao progresso, como área a ser vencida e conquistada. Um imenso estoque de terras a se tornarem pastos pouco produtivos, campos de soja e espécies vegetais para combustíveis alternativos ou então uma fonte inesgotável de madeira, peixe, ouro, minerais e energia elétrica. Continuamos um povo irresponsável. O desmatamento e o incêndio são o símbolo da nossa incapacidade de compreender a delicadeza e a instabilidade do ecossistema amazônico e como tratá-lo.
Um país que tem 165.000 km2 de área desflorestada, abandonada ou semi-abandonada, pode dobrar a sua produção de grãos sem a necessidade de derrubar uma única árvore. É urgente que nos tornemos responsáveis pelo gerenciamento do que resta dos nossos valiosos recursos naturais.
Portanto, a nosso ver, como único procedimento cabível para desacelerar os efeitos quase irreversíveis da devastação, segundo o que determina o § 4º, do Artigo 225 da Constituição Federal, onde se lê:
"A Floresta Amazônica é patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais"
Assim, deve-se implementar em níveis Federal, Estadual e Municipal A INTERRUPÇÃO IMEDIATA DO DESMATAMENTO DA FLORESTA AMAZÔNICA. JÁ! É hora de enxergarmos nossas árvores como monumentos de nossa cultura e história.
SOMOS UM POVO DA FLORESTA!

domingo, 28 de outubro de 2007

MISTÉRIOS DA AMAZÔNIA




MITOLOGIAS AMAZÔNICA

Postagem dos alunos: VICTOR AUGUSTO JOENK
RODRIGO KLAIN DE OLIVEIRA


Lendas da Amazônia


O Boto

Quem viaja pelo interior de qualquer estado da Amazônia já ouviu falar da lenda de um belo rapaz desconhecido, de roupas brancas, sapatos brancos e o característico chapéu branco que busca encobrir parte do rosto e o buraco que traz no alto da cabeça: é o boto! Nas festas ou à beira de trapiches, sempre haverá, segundo a crendice popular, um boto a espreitar alguma moça ingênua e, de preferência, virgem ou menstruada. Alguns descrevem até o andar da visagem: dizem que é meio desajeitado e que muitas vezes locomove-se com certa dificuldade pelo pouco hábito em terra firme. Outros já o descrevem como alguém muito alinhado, porém calado demais para os costumes da região. Por isso, logo se desconfia de que é algo sinistro. No entanto, para as moças novas que porventura estejam a olhar alguma festa de interior, nada de estranho o boto lhe parece. Muito pelo contrário! A paixão é à primeira vista! Quando se dão conta já foram conquistadas. Contam os caboclos que depois que o Boto consegue o que quer, ou seja, conquistar a moça escolhida, sai na carreira e se joga no primeiro braço de rio ou igarapé. Nessa hora é que todos se dão conta de que não era um rapaz qualquer, mas o boto!


O Curupira

Outro ser lendário bastante comum na Amazônia é o Curupira, descrito como um menino de estatura baixa, cabelos cor de fogo e pés com calcanhares para frente que confundem os caçadores. Dizem que o Curupira gosta de sentar na sobra das mangueiras para comer os frutos. Lá fica entretido ao deliciar cada manga. Mas se percebe que é observado, o Curupira logo sai correndo, e numa velocidade tão grande que a visão humana não consegue acompanhar. "Não adianta correr atrás de um Curupira", dizem os caboclos, "porque não há quem o alcance". O Curupira tem a função de proteger a mata e seus habitantes, inclusive pune quem os agride. Há muitos casos também de Curupiras que se encantam por crianças pequenas, que são levadas embora por algum tempo e depois devolvidas aos pais, em geral depois de 7 anos. As crianças encantadas pelo Curupira nunca voltam a ser as mesmas depois de terem vivido na floresta, encantadas pela visagem. Muito traquino, o Curupira também pode encantar adultos. Em muitos casos contados, o Curupira mundia os caçadores que se aventuram a permanecer no mato nas chamadas horas mortas. O encantado tenta sair da mata, mas não consegue. Surpreende-se passando sempre pelos mesmos locais e percebe que está na verdade andando em círculos. Em algum lugar bem próximo, o Curupira está lhe observando: "estou sendo mundiado pelo Curupira", pensa o encantado. Daí só resta uma alternativa: parar de andar, pegar um pedaço de cipó e fazer dele uma bolinha. Deve-se tecer o cipó muito bem escondendo a ponta, de forma que seja muito difícil desenrolar o novelo. Depois disso, a pessoa deve jogar a pequena bola bem longe e gritar: "quero ver tu achares a ponta". A pessoa mundiada deve aguarda um pouco para recomeçar a tentativa de sair da mata. Diz a lenda que, de tão curioso, o Curupira não resiste ao novelo. Senta e fica lá entretido tentando desenrolar a bola de cipó para achar a ponta. Vira a bola de um lado, de outro e acaba se esquecendo da pessoa de quem malinou. Dessa forma, desfaz-se o encanto e a pessoa consegue encontrar o caminho de casa.


A Mãe d'Água

A Mãe-d'água é a sereia das águas amazônicas. Dotada de indescritível beleza e canto maravilhoso, a Mãe-d'água encanta os pescadores que passam muito tempo sozinhos a navegar. Muitos deles não resistem ao seu delicioso canto e à sua beleza estonteante. Esses são levados pela visagem para morar com ela nas profundezas das águas onde desaparecem. A maioria nunca mais volta para suas famílias. A Mãe-d'água habita as águas doces. Rios e igarapés são os seus domínios. Por isso, quem sai para pescar em horas mortas pode incomodar a mãe d'água que facilmente se melindra e encanta o invasor castigando-o com uma febre alta que nenhum médico dará jeito. A cultura indígena trás algumas versões para a origem da lenda. Uma delas refere-se à história de uma índia chamada Dinahí, que impressionava a todos da tribo dos Manau por sua coragem. A índia era mais valente do que muitos homens da tribo. Isso começou a causar inveja entre os guerreiros da tribo, que passaram a persegui-la de todas as formas. Numa noite, dois irmãos de Dinahí tentaram matá-la durante o sono, mas não conseguiram porque a índia tinha a audição mais aguçada do que um felino. Dinahí acordou e para se defender acabou matando os irmãos. Com medo da fúria de seu pai, o velho Kaúna, a índia fugiu. Kaúna saiu na noite a perseguir Dinahí que durante várias luas conseguiu escapar. Mas sozinha e cercada pelos guerreiros de seu pai acabou sendo capturada. Kaúna ordenou que a filha fosse jogada nas águas, exatamente no encontro dos rios Negro e Solimões. Nessa hora, centenas de peixes vieram em socorro da índia guerreira e sustentaram seu corpo trazendo-o até a superfície. Os raios do luar tocaram a face de Dinahí e a fizeram se tornar uma bela princesa, com cauda de peixe e de cabelos tão escuros quanto as águas do rio Negro. A índia guerreira se tornou a Mãe-d'água, representação da beleza e coragem da mulher da Amazônia.

sábado, 27 de outubro de 2007

PATRIMÔNIO BRASILEIRO

Postagem das alunas: Giovanna M. N. de Souza
Julia Vaz Rezende

Encontro das Águas:

A confluência entre o rio Negro, de água preta, e o rio Solimões, de água barrenta, resulta em um fenômeno popularmente conhecido como Encontro das Águas, que é uma das principais atrações turísticas da cidade de Manaus.
Há dezenas de agências de turismo que oferecem passeios regionais, em roteiros que costumam incluir uma volta pelos igarapés da região. Se o passeio for feito em um barco pequeno, o visitante pode pôr a mão na água, durante as travessias, e sentir que, além de cores, os rios têm temperaturas diferentes.
Em Manaus, em frente ao Encontro das Águas, está em construção uma estrutura turística projetada por Oscar Niemeyer, que contém mirantes destinados à contemplação desse magnífico fenômeno natural.

Vegetação:
Sobressaem matas de terra firme, várzea e igapós. Toda essa vegetação faz parte da extensa e maior floresta tropical úmida do mundo: A Hiléia Amazônica. Os solos são de terra firme – do tipo lateríticos: solos vermelhos das zonas úmidas e quentes, cujos elementos químicos principais são hidróxido de alumínio e ferro, propícios à formação de bauxita e, portanto, pobres para agricultura. Solos de várzea – são os mais férteis da região. São solos jovens, que periodicamente são enriquecidos de material orgânico e inorgânico, depositados durante a cheia dos rios. A flora do Estado apresenta uma grande variedade de vegetais medicinais, dos quais destacam-se andiroba, copaíba e aroeira. São inúmeras as frutas regionais e entre as mais consumidas e comercializadas estão: guaraná, açaí, cupuaçu, castanha-do-brasil (castanha-do-pará), camu-camu, pupunha, tucumã, buriti e taperebá.



A Amazônia Legal é uma área que engloba nove estados brasileiros pertencentes à Bacia amazônica e, conseqüentemente, possuem em seu território trechos da Floresta Amazônica. Com base em análises estruturais e conjunturais, o governo brasileiro, reunindo regiões de idênticos problemas econômicos, políticos e sociais, com o intuito de melhor planejar o desenvolvimento social e econômico da região amazônica, instituiu o conceito de Amazônia Legal.


quarta-feira, 24 de outubro de 2007

PREOCUPAÇÕES COM AMAZÔNIA


Com certeza, você já ouviu falar que a Amazônia está em perigo. Afinal, jornais, revistas e TVs, volta e meia, trazem notícias sobre a região. Algumas vezes, ficamos sabendo de queimadas;outras, que uma enorme área da floresta foi desmatada. então se alguém lhe perguntasse quais são as principais ameaças à Amazônia, provavelmente você se lembraria logo de queimadas e desmatamentos. De fato, esses são problemas gigantesticos que a maior floresta tropical do mundo enfrenta. Só que são apenas os mais visíveis. Há, ainda, ameaças que não podem ser detectadas por fotografias aérea ou imagens de satelite....
Depende de cada um de nós ajudarmos a proteger esse patrimônio maravilhoso que é a Amazônia. Na verdade nós alunos,não sabemos o que fazer,mas sabemos que é só através do conhecimento que podemos ajudar a Amazônia.- Como podemos ajudar algo ou alguém sem conhecermos?
Faça seus comentários, queremos saber: QUAL É SUA OPINIÃO?
*O que mais desafia para a construção de uma nova sociedade, no mundo de hoje, onde moramos e com relação à Amazônia? Qual sua sugestão?
* Como a violência se faz presente em nossa sociedade e na Amazônia?
* Que atitudes, ações, costumes, desenvolvemos e que são prejudiciais à nossa saúde,ao meio ambiente e às pessoas?
*Conhecemos alguma situação grave que fere a vida para ser denunciada, em nosso meio e na Amazônia? Qual?
* Que práticas precisamos assumir para valorizar as pessoas e natureza como centro da criação?
* O modo de viver, hoje, seja na grande cidade, seja no meio rural permite maior realização e crescimento da vida? Por quê?

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

LENDÁRIOS DA AMAZÔNIA

Lenda do Açaí

Há muito tempo, quando ainda não existia a cidade de Belém, vivia neste local uma numerosa tribo indígena.
Nesta época os alimentos eram escassos e por este motivo o cacique tomou uma decisão muito cruel: resolveu que todas as crianças que nascessem a partir daquela data, seriam necessariamente sacrificadas, uma vez que não haveria alimentos suficiente para todos.Entretanto, Iaça, filha do cacique, acidentalmente deu à luz a um menino o qual não foi poupado da cruel decisão de seu avô.
A Índia chorava todas as noites com saudades de seu filhinho, até que em uma noite de lua cheia, o choro de uma criança a atraíu ao pé de uma esbelta palmeira. Lá seu filho a esperavade braços abertos. Radiante de alegria, Iaça correu para abraça-lo, mas quando o fez fortemente, a criança misteriosamente desapareceu! No dia seguinte, a moça foi encontrada morta, abraçada ao tronco da palmeira. Seu rosto ainda trazia um suave sorriso de felicidade e seus olhos negros fitavam o alto da palmeira que estava carregada de frutinhos escuros.
Então o cacique mandou que apanhassem os frutos e percebeu que dele se podia extrair um suco violáceo quando amassado, que passou a ser a principal fonte de alimento daquela tribo. Este achado fez com que o cacique suspendesse os sacrifícios e as crianças voltaram a nascer livremente, pois a alimentação não era mais problema naquela tribo.
Em agradecimento a Tupã e em homenagem a sua filha, o cacique deu o nome de Açaí aos frutinhos encontrados na palmeira, que é justamente o nome de Iaça invertido.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

ESPECIAL AMAZÔNIA



Amazônia

É a maior floresta tropical do mundo.

Ela é tão importante para o nosso planeta,

que tudo o que acontece lá é notícia no mundo inteiro.

Nela fica a maior montanha do Brasil o Pico da Neblina.

Na Amazônia existem rios, bichos e plantas de muitas espécies.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

INFORMAÇÕES SOBRE NOSSA AMAZÔNIA

Texto postado pela aluna:

Caroline Martins Pereira

A Amazônia não é apenas a maior floresta tropical do mundo, mas um estoque de biodiversidade sem igual em todo o planeta, com várias espécies animais e vegetais ainda desconhecidas. É também o local escolhido por 20 milhões de pessoas para viver. Portanto, qualquer solução para a Amazônia precisa passar necessariamente pela busca por soluções economicamente e ecologicamente viáveis. A taxa anual de desmatamento na Amazônia Legal no período agosto/2003-agosto/2004 - alarmantes 26.130 km2 – foi a segunda maior da história e equivale a mais de 8,6 mil campos de futebol por dia. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a destruição em apenas um ano da floresta com a maior biodiversidade do planeta foi maior do que a área total do Estado de Sergipe e pouco menor do que a Bélgica. Nos últimos três anos, os índices de desmatamento têm se mantido acima de 23 mil km2, número superior aos da época da ditadura militar. A proteção da floresta e a busca por soluções para o desenvolvimento da região é uma prioridade global do Greenpeace.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007


Defensores da Amazônia

Algumas frases:
“ O índio só vive na sua própria cultura.”
“ Nunca estou em solidão.Os rios,as matas e os índios são minha eterna companhia.”
( Orlando Villas Boas)

“Morrer se for preciso; matar, nunca”. ( Marechal Rondon )
“...E Haverá então,mesa de irmãos.Teremos em plenitude
A vida e o pão. Deus será da terra o único Senhor.
Construiremos o Reino de Amor do companheiro...”
( Chico Mendes)

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

E.E.B. CONSELHEIRO MAFRA

Os alunos da 6º série 2, do turno vespertino, manifestou um grande interesse, em partilhar os conhecimentos estudados em sala de aula sobre a Amazônia brasileira, bem como sua realidade complexa e ameaçada por uma sociedade globalizada , num sistema neoliberalista.Onde nele aparece a busca do lucro, o privilégio de poucos, passando por cima dos direitos humanos e o respeito ao ecossistema.
Os alunos entendem que o ser humano é chamado a cuidar, cultivar e guardar o que é colocado em suas mãos e além disso como ser livre, tem a possibilidade de relacionar-se, construir culturas inventar e desenvolver sua criatividade para gerar vida.
Toda escola mobilizada com o grande problema do desmatamento da Amazônia,faz um convite a todos para discutirmos,refletirmos e lutarmos em favor da AMAZÔNIA NOSSA DE CADA DIA!
Venha você também para essa luta de Paz , Amor e Respeito.